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Ânsia pelo Diagnóstico Médico

Ânsia pelo Diagnóstico Médico

Observando as pacientes sob a ótica da ginecologia natural digo que acredito que todo desequilíbrio físico tem um ou vários fatores emocionais envolvidos. Sim existem fatores causais bem determinados como vírus, bactérias, maus hábitos, genética. Em uma análise simplória: todos estão ligados à imunidade, que […]

Do que você se Nutre?

Do que você se Nutre?

O combustível do corpo é o que o faz se mover e atender aos comandos que damos a ele todo o tempo. Voluntária ou involuntariamente. Até para que o coração bombeie, que as trocas gasosas aconteçam, a absorção, a excreção e tudo o mais é […]

Absorventes comuns de algodão são ruins para a saúde da vagina?

Absorventes comuns de algodão são ruins para a saúde da vagina?

Absorventes descartáveis são ruins não apenas para a saúde da vagina.

São ruins para o que chamamos de saúde menstrual, ou higiene menstrual. E são ruins para a saúde do planeta!

Tanto os externos quanto os internos, nem sei dizer qual é o pior. Eles não são feitos apenas de algodão. Algodão é apenas parte deles, as demais substâncias mais comuns presentes nos absorventes são: gel de poliacrilato, rayon, poliéster, polietileno, polipropileno,celulose e fibras.

O Poliéster, Polipropileno e Polietileno são feitos a partir de petróleo, água, ar, álcool e ácido, e liberam um tipo de gás irritante da mucosa vaginal. Revestem os absorventes tornando-os ultra absorventes, não permitido a passagem do ar e, tornando o local abafado, quente e úmido, o que propicia a proliferação de fungos e bactérias, responsáveis pelo mau cheiro na menstruação. O sangue menstrual, em condições saudáveis, não cheira mal. Tem apenas cheiro de sangue. O que causa o odor ruim é o contato com o absorvente contendo essas substâncias.

O Rayon e o gel de Poliacrilato tem características abrasivas, que além causarem irritação podem aumentar a incidência de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), devido a pequenos cortes e úlceras que facilitam a entrada dos germes.

Sabemos que existem vários casos comprovados de Síndrome do Choque Tóxico causada pelo uso de absorventes internos. Síndrome do Choque Tóxico é uma reação  que ocorre a partir de Stafilococcos, uma bactéria muito comum presente na flora natural de nosso organismo, mas que em determinadas circunstâncias produz uma toxina que causa um mal estar grande e repentino (dor, tontura, febre, vômitos, queda de pressão) que pode levar à morte. Estudos correlacionam essa questão ao uso dos absorventes internos por conterem o Rayon,  que permite seu uso de forma prolongada e causa toxidade.

Outra substância cuja presença na composição dos absorventes é controversa é a Dioxina. Dioxina é um poluente orgânico, subproduto dos processos industriais que utilizam cloro. Ela faria a parte do branqueamento dos absorventes, estando presente na produção da polpa de papel e do Rayon. Estudos apontam a relação das Dioxinas com proliferação endometrial, endometriose, cânceres diversos e alterações hormonais, podendo causar aumento do fluxo menstrual.

Sim, ela esta presente em muitas outras coisas que utilizamos por aí, e se livrar do tanto de substâncias tóxicas a que somos expostos diariamente nesse mundo é praticamente uma utopia.  Mas, estamos falando das nossas xoxotinhas, mucosa fina e delicada, ultra absorvente e sensível. Se pudermos preservar pelo menos ela, já que temos essa opção, muita coisa pode mudar em nossa saúde ginecológica.

Saúde Menstrual

A saúde menstrual é um dos principais determinantes da saúde ginecológica. Ela inclui os cuidados que temos com nossa menstruação.

Tomarmos banho quando estamos menstruadas (não é óbvio pra todo mundo), usarmos roupas que permitam arejar, não apertadas na barriga, repousar, são alguns exemplos de cuidados da chamada “higiene menstrual”, mas não são regras – imagina, a essa altura alguém vir dizer o que pode e o que não pode fazer menstruada.

De uma forma geral eu diria para buscar não se forçar a fazer atividades, sejam físicas ou mentais, que não estiver se sentindo bem para fazer (quando isso for possível, claro).

A saúde menstrual fala também em nos conectarmos com esse momento e compreender sua importância e sua beleza, dessa forma será possível ouvir o corpo e identificar o que vai te fazer bem ou não nessa fase.

Não tenho dúvidas de que a mudança dos absorventes descartáveis para o uso do coletor menstrual ou dos bio absorventes (absorventes de pano) é muito positiva na vida da mulher. Isso leva acima de tudo a uma mudança na relação com a menstruação. A mulher pode ver, tocar, sentir melhor a menstruação, intimamente. Entre outras coisas, essa transição leva a mulher a curtir menstruar. Confie!

A menstruação é um período de intenso poder da mulher, energeticamente falando. 

Por muitos séculos foi sabido como algo sagrado e hoje jogar nosso sangue em lixões embrulhados em montes de plástico é um triste desperdício de potencial curativo da mulher.

Os coletores menstruais são confortáveis, práticos, seguros, duradouros.  Mas, tem algumas mulheres que não se adaptam bem a eles. Muitas sentem ainda a necessidade de deixar fluir o sangue para fora, como uma corrente, mantendo o fluxo.

Para essas e para todas eu aconselho experimentarem também os bio absorventes de pano. Pode parecer muito estranho, ou até um retrocesso voltarmos a usar o que nossas avós usavam, mas testem e vejam que delícia.

PS: não são iguais aos da vovó, hoje em dia as manas fazem uns lindos, no tamanho perfeito, com botãozinho pra fazer abinha e prender na calcinha, estampas fofas e paninhos super macios. A xoxota fica toda macia, arejada e confortável e de quebra você dá uma força pra artesãs autônomas e não pra indústria eca : )

Plantar a Lua

Deixe os fofinhos de molho em água pura antes de lavar e depois use essa água pra molhar as plantinhas. Faça o mesmo com o sangue coletado, caso esteja com o coletor. (Você pode também alternar o uso dos dois durante o ciclo)  Isso é Plantar a Lua!

Só aderindo aos coletores ou bio absorventes você pode preservar o sangue pra plantar a lua. Plantar a lua é se conectar com a Terra, com os ciclos do universo, é reverenciar a mãe Gaia.

Talvez isso não faça sentido pra você, e eu entendo, não fez pra mim também por muito tempo. Você pode fazer a transição dos absorventes descartáveis para os ecológicos sem precisar plantar sua lua. Mas se quiser conhecer, tenta e vê o que acontece. Dizem que se todas as mulheres plantarem sua lua o mundo irá mudar. Demorei muito pra entender isso. Mas hoje posso te contar que o meu já esta mudando. E muito!

Mudanças são contagiosas.

Cada nova mulher terá mais forças pra mudar se ver outras mudando também, incentivando, aconselhando. Não é só pra nós, é o que deixaremos pras nossas filhas, sobrinhas, irmãs que ainda virão.

O planeta agradece de várias formas.

Falei no começo que os bio absorventes e coletores menstruais são melhores para o planeta, nem preciso explicar porque, né? Mas, se quiserem ler um pouco sobre a história dos absorventes e seu impacto ambiental desde a produção até o descarte, da uma olhada nessa matéria aqui:

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/3989-absorventes-intimo-interno-externo-feminino-menstrual-diario-noturno-impactos-residuos-persistem-meio-ambiente-saude-mulher-infeccoes-sindrome-choque-toxico-alternativas-coletor-reutilizado-soft-tampom-absorvente-biodegradaveis.html

Beijo, manas, e coragem!! Eu avisei que nós somos a revolução!

 

Infecção urinária

Infecção urinária

Presença anormal de bactérias no trato urinário Cistite: quando a infecção está na bexiga e na uretra (o “caninho” que leva o xixi da bexiga até lá fora) – é a infecção mais comum, especialmente nas mulheres pelo simples fato de terem a uretra mais […]

Síndrome dos Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos

Vamos entender essa síndrome que ataca tantas mulheres Como o nome diz, é uma síndrome (síndrome = conjunto de sinais e sintomas observáveis em um processo patológico). Uma síndrome metabólica, caraterizada principalmente por resistência à insulina, um hormônio fundamental produzido pelo pâncreas que participa do […]

Candidíase, a companhia desagradável

Candidíase, a companhia desagradável

A gente não quer, mas as vezes ela acaba aparecendo

Cândida Albicans é um fungo que faz parte da flora natural de quase todos os organismos. Um fungo que se preze adora lugares fechados, escuros, quentes e úmidos, ou seja: vagina, o lugar perfeito! Mas que droga.
Até ai beleza, se você por exemplo fez um exame Papa Nicolau e apareceu presença de Cândida, ok, normal, acontece nas melhores vaginas. O problema é que ela é oportunista. É, ela nunca me enganou. Enquanto ta tudo equilibrado nosso sistema imunológico + o PH ácido da vagina + a flora bacteriana normal conseguem manter ela quieta na dela, mas é só um deles se distrair que ela se espalha toda, tipo aquelas pessoas, sabe? Então. Quando ela se prolifera e mostra a cara ela incomoda. E muito. Ai vem a Candidíase vaginal, a infecção causada pela Cândida.

A Candidíase é a vaginite mais comum e muitas mulheres sofrem desse mal crônico e repetidamente, exatamente por ela ter uma relação extremamente forte com nossas questões emocionais.
Várias coisas podem afetar nossa imunidade, ela não é lá muito difícil de se abalar. Stress, cansaço,tristezas, aborrecimentos, preocupações, inseguranças, pressões, excessos,alimentação inadequada, fumo, doenças (até mesmo um simples resfriado), uso prolongado de antibióticos…
Já o PH e a flora vaginais também podem se modificar por alguns motivos como alterações hormonais, diferentes fases do ciclo,mudanças de hábitos e relações sexuais.

A Cândidíase causa uma grande irritação na mucosa vaginal e na vulva, coceira, pinicação, ardência, dor ao urinar, dor na relação sexual… uma desgraça. Causa também um corrimento bem característico, branco espesso grumoso que lembra leite talhado, fica grudado nas paredes vaginais e não tem cheiro. Não necessariamente estarão presentes todos esses sintomas de forma exacerbada, podem ocorrer infecções mais intensas ou mais leves, as vezes apenas com a coceira e sem o corrimento, por exemplo.

Embora o contato sexual possa transmitir a cândida, a candidíase não é considerada uma DST, na maioria das vezes a pessoa ja possuía aquele germe e ele apenas se proliferou loucamente, tomou conta da casa inteira sem ninguém convidar e além de tudo é daqueles que não se manca, ruim de ir embora.

Botando a candidíase pra correr

Pra botarmos ela pra correr de verdade e se não pra sempre pelo menos por um bom tempo, é necessário um cuidado tanto local quanto global.

Local: Banhos de assentos com ervas específicas, alho, óleos, iogurte, própolis.
Global: chás, tinturas, homeopatia, cápsulas de alho.

Alimentação (FUNDAMENTAL): cortar farinha branca, açúcar, laticínios (a Cândida folgadona ama, se alimenta disso)
Tratar o emocional, buscar o reequilibro interno, ouvir seu corpo, o que ele está querendo te mostrar com aquilo.

CALMA GENTE!!!! EU VOU EXPLICAR MELHOR CADA UM DESSES TÓPICOS!! Vou falar de cada um deles em posts separados se não isso aqui vira uma palestra.
É muita informação gente.
Fica fria, segura a onda, força na piriquita!!

Enquanto isso, uma dica simples e de ouro: DURMAM SEM CALCINHA!! DEIXEM A XOXOTA RESPIRAR!!

Corrimento vaginal  (Leucorreia)

Corrimento vaginal (Leucorreia)

Entenda o corrimento vaginal São as alterações caracterizadas por um fluxo vaginal ANORMAL, geralmente com volume aumentado, podendo ter ou não cheiro desagradável, irritação, coceira ou ardência na vagina ou na vulva ,vontade de urinar freqüentemente, coloração ou consistência diferente. Outra coisa é a secreção […]

A cura pela ginecologia natural é interior

A cura pela ginecologia natural é interior

“O dom de curar reside em cada um de nós. Não é um dom que se concede somente a uns poucos É uma qualidade inata sua e minha. Todo mundo pode beneficiar-se da cura e todo mundo pode aprender a curar. Cada um pode curar, […]

Entendendo o ciclo menstrual (de forma simples, ufa!)

Entendendo o ciclo menstrual (de forma simples, ufa!)

Parece complicado, mas entenda como funciona.

Entender os nossos corpos, mulheres, é poder. Poder sobre nós mesmas: o mais poderoso de todos os nossos super poderes. O ciclo menstrual, do ponto de vista fisiológico e hormonal, é complicado, mas saber o que acontece conosco todos os meses é fundamental. É complicado, sim. Complicado e perfeitinho esse universo cíclico das mulheres – literalmente – de fases. Parece complicado, mas entenda com funciona.

Durante a vida reprodutiva, nós nos preparamos todos os meses para engravidar (pelo menos é isso que o nosso corpo acha). A idade reprodutiva vai da primeira menstruação (menarca) até a última (menopausa). É o período em que a mulher é capaz de se reproduzir. E, olhando pelo lado evolutivo da espécie, foi pra isso que a gente veio, mesmo: pra se reproduzir e perpetuar nossos incríveis gens no planeta. A gente sabe que não é bem por aí, e é exatamente o conhecimento sobre esse processo que garante que seja a nossa vontade – e não a da natureza de Darwin – a escolher o momento de engravidar.

Nós mudamos muito a cada uma das fases do ciclo menstrual. Corpo, mente e emoções. Saber em qual delas você está ajuda a entender e aceitar cada momento – e também permite a detecção precoce de algo que não está bem de uma maneira muito simples: você perceberá que algo não está normal. Mas isso só é possível se você se conhecer bem.

Primeiro, vamos aos básicos:

um ciclo menstrual dura do primeiro dia da menstruação até o primeiro dia da próxima menstruação (entenda o primeiro dia como a primeira borrinha de sangue que suja a calcinha). Tipicamente ele dura 28 dias, mas variar sete dias para mais ou para menos é normal. Podemos dividi-lo em quatro fases: a fase da menstruação, a fase proliferava, a fase ovulatória e a fase secretiva (ou pré-menstrual).

E é assim que vai: a fase da menstruação, a fase proliferava, a fase ovulatória, a fase secretiva (ou pré-menstrual), a fase da menstruação, a fase proliferava, a fase ovulatória, a fase secretiva (ou pré-menstrual), a fase da menstruação, a fase proliferava, a fase ovulatória e a fase secretiva (ou pré-menstrual). AD ETERNUM.

Essa adorável montanha-russa interna acontece devido a regulação dos hormônios. Tudo começa na hipófise, uma glândula que fica lááá dentrão do nosso cérebro. Ela é pequenininha mas é quem manda em tudo quando o assunto são os hormônios. Se ela pirar é pane no sistema.

A hipófise secreta vários hormônios. Eles têm a função de estimular outras glândulas a produzirem ainda outros hormônios. Entre eles está o FSH (sigla em inglês para Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante). Ambos são como mísseis teleguiados: vão diretamente para os ovários e têm a função de bota-los pra trabalhar. O FSH e O LH são produzidos o tempo todo, mas cada um tem sua vez de brilhar.
A primeira metade do ciclo é composta por duas fases: a da menstruação e a fase proliferava. Em ambas o que predomina é a produção do FSH.

O FSH estimula a produção de outro hormônio: o estrogênio. Quem fabrica isso são os ovários. É por isso que essa fase também é chamada de fase estrogênica ou folicular. É quando o corpo está preparando o terreno para a chegada triunfal do folículo, que nada mais é do que o óvulo.

A menstruação dura, em média, quatro dias. Em média porque pode durar só dois ou chegar até sete sem problema nenhum. Esse é o período em que o endométrio (quem?) está descamando após a expectativa – frustrada – de acolher um embrião. Algumas pessoas romantizam e dizem que o útero chora todos os meses em que não engravidamos. Oh, dó!

Importante: ENDOMÉTRIO é o nome dado à camada de células internas do útero.

A segunda fase é chamada de proliferativa.

As células endometriais estão se proliferando, aumentando em número e preparando uma cama de células bem fofinha para esperar mais uma vez a chegada do baby – depois que todo o trabalho do mês anterior foi jogado fora na menstruação que acabou de acontecer.

Ao longo de todos esses dias que constituem a primeira metade do ciclo menstrual, os níveis de FSH – que começaram bem altos – vão diminuindo. O gatilho para esse movimento é o aumento dos níveis de estrogênio na circulação sanguínea (lembra que o FSH faz com que o corpo produza estrogênio?). O nome desse mecanismo é feedback – ou retroalimentação para os discípulos de Camões – e ele é bem lógico: a presença de níveis elevados de um hormônio envia mensagens para a hipófise diminuir a produção de outro. É uma auto-regulação do organismo. (Para entender melhor como funciona esse lance de feedback, clique aqui).

Pausa. Volta pra trás. Beeeeem pra trás. Bem, mesmo.

Volta pra quando nós mocinhas éramos embriões de apenas 20 semanas no útero das nossas mães. É nesse momento da nossa vida que são formados TODOS os nossos futuros óvulos: celulinhas minúsculas chamadas oócitos, tipo uns pré-óvulos. Quando nascemos eles são, aproximadamente, dois milhões. E ficam lá, guardadinhos, esperando a puberdade pra servirem pra alguma coisa. Só que quando chegamos na puberdade eles já sofreram uma baixa sinistra: sobraram só uns 400 mil, dos quais apenas 500, mais ou menos, tem alguma chance de vencer na vida e virar óvulos.

Fim da pausa.

Estamos lá na primeira metade do ciclo e a cena é: FSH estimulando a secreção do estrogênio pelos ovários, um vai subindo enquanto o outro vai descendo, e isso tudo vai levando ao amadurecimento gradual dos tais oócitos, que estão ainda dentro dos ovários, doidos pra sair. Mas pra sair precisa ter realmente maturidade pra isso (lembrou da sua adolescência e da sua mãe, né?).

Correndo por fora e chegando junto temos o LH, que começa a se elevar devagar. Só que, de repente e não mais que de repente, o LH dá um super pico. Isso é causado pelos altos níveis de estrógeno. Então, até agora:

  1. O FSH fez produzir estrogênio;
  2. Os altos níveis do estrogênio fizeram o FSH diminuir;
  3. Os altos níveis do estrogênio causaram o pico de LH.

Esse pico de LH é o auge, mulher. O sucesso de todo o ciclo.

É isso que causa, dentre outras coisas, a ovulação. Salvo exceções, apenas um dos tantos pré-óvulos atinge a maioridade (penal haha) e é liberado pelo ovário. Pronto, ovulei.
Partiu segunda fase do ciclo: a luteínica – ou secretora.

Como tudo que sobe um dia desce, o LH começa a diminuir (no gráfico abaixo dá pra entender melhor) – mas não sem antes cumprir mais uma importante missão: tornar possível a formação do corpo lúteo ou corpo amarelo. Esse corpo lúteo é um montinho de células deixadas para trás pelo folículo ovulado (aquele, que atingiu a maioridade penal e saiu do óvulo agora há pouco). Esse montinho fica lá, lindão, com uma única função: o bichinho produz a maravilhosa da progesterona, o hormônio dominante nessa fase (os estrógenos continuam sendo produzidos, mas em menor quantidade).

Importante: A segunda fase do ciclo costuma ser fixa na maioria das mulheres. Dura uns 14 ou 15 dias. A primeira fase é a que varia mais em número de dias.

O corpo lúteo e a progesterona são quem sustenta o início da gravidez. Lembram que o objetivo de toda essa loucura era isso, né? Então, na segunda fase estamos assim: o endométrio se torna secretor, convidativo, receptivo, lindo, super espesso. Perfeito. O corpo amarelo e as altas doses de progesterona estão na maior expectativa, só esperando a notícia de que rolou a fecundação daquele óvulo lá nas trompas. Quem acredita sempre alcança. O que eles querem é um zigoto, que é o resultado da união do óvulo com o espermatozóide. Tem um ambiente diferenciado, tipo suíte presidencial, criado especialmente pra ele. Se rolar, o corpo lúteo se mantém firme e forte e o que começa é outra incrível aventura – talvez a maior de todas – no corpo da mulher: a gestação.

Mas se ainda não foi dessa vez, o corpinho amarelo começa a regredir. Mó decepção. O endométrio tá no auge, mas, com a queda dos hormônios (lembra que o corpinho lúteo tá chateado, não quer produzir mais nada), ele se dá conta que todo o trabalho foi vão e começa a descamar. E aí, adivinha? Lá vem ela de novo: a menstruação. Nossa parceira mensal. E vamos nós começar tuuuuudo de novo.

Mas aí é que tá uma novidade, gata: nem todo trabalho foi em vão.

Mesmo que não ocorra a gravidez, tudo isso tem MUITO significado e importância na vida de todas nós.

Eu contei aqui como acontece a questão fisiológica, do ponto de vista biológico do ciclo menstrual. Mas tudo isso vai muito além. Explica muita coisa, muda muita coisa. No meio do caminho tudo pode complicar e virar problema, assim como muita cura, muita resposta, e muita conexão podem ser encontradas. Ainda vamos falar muito sobre o ciclo menstrual, sobre o que é e o que acontece em cada fase, suas emoções e particularidades nos próximos posts. Tudo na visão da ginecologia natural.

Quem não entendeu alguma coisa ou não entendeu nada, vai nos comentários e pergunta que eu faço questão de esclarecer tudo.

Quem super entendeu e tá se achando demais, entendedora de ovários e tal, mostra prazamigas, compartilha conhecimento que ele é pra isso mesmo.

Termino colocando uma observação muito importante: tudo isso aí só acontece com mulheres que estão tendo seus ciclos normais, naturais. Com uso de anticoncepcionais hormonais, quaisquer que sejam, nada disso acontece. A mulher não ovula (e por isso não engravida) e não cicla com seu próprio corpo. Seu ciclo menstrual é artificial e a observação e o auto-conhecimento – neste sentido – não são possíveis.

Aqui uma imagem que ajuda a explicar tudo que coloquei acima:

ciclo-menstrual