A medicina que não compreende os mistérios da menstruação

A medicina que não compreende os mistérios da menstruação

A medicina convencional alopática ocidental é considerada a única ciência reconhecida no assunto saúde, mas isso não corresponde à total realidade.

Ela também é fruto de nossa colonização européia que nunca mentiu que objetivava nos dominar e explorar.

Essa ciência que se baseia apenas em provas criadas por ela mesma, analisa os seres humanos como máquinas, grupos celulares racionalmente organizados e ignora fatores não-físicos que nos influenciam e não reconhece a real potência dos corpos. ⠀

Não seria surpresa percebermos o machismo contido nela, até por que há apenas algumas décadas começamos a ter mulheres permitidas a estudar e exercer a medicina.

Excelente forma de controlar um ser é controlar seu corpo. ⠀

A ciência não está errada, de forma alguma. Agradeço aos céus por seus avanços que tantas vidas salvam. Ela apenas não conta a história toda. É limitada. ⠀

A ciência pouquíssimo sabe sobre o ciclo menstrual e inclusive sobre seus mistérios. ⠀

O corpo feminino não se revela facilmente. A vagina, o útero, os ciclos internos, o processo de gerar e expelir na hora certa uma outra vida, a sexualidade, o orgasmo da mulher são mistérios com tantas sutilezas que os homens na dificuldade de decifrar e controlar integralmente preferem negar, destruir, classificar como “errados”.

A menstruação talvez seja o maior desses lindos mistérios femininos.

Um homem não é capaz de compreendê-lo integralmente, pois é fundamentalmente essencial senti-lo. ⠀

A forma possível de um homem vislumbrar minimamente o significado do ciclo feminino começa por curvar-se à profundidade de seu mistério.

Como sabemos que isso é extremamente difícil para eles, seguimos recebendo da medicina-ciência cada vez mais mensagens e produtos que tentam nos convencer de que devemos adequar nossos ritmos e corpos à semelhança dos corpos deles.

Ritmos lineares, corpos que não menstruam.⠀

Quem ilustrou esse lindo útero foi a artista @erika.lourencoo

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