A Vaporização de Útero e a Ciência

A Vaporização de Útero e a Ciência

Com todo esse movimento lindo que está rolando de resgate dos saberes e práticas ancestrais cresceu muito o interesse das mulheres pelas vaporizações do útero.

 Vaporização do útero é um ritual energético e também um tratamento da ginecologia natural. 

Como funciona:

Consiste em ferver um tanto de água, colocar num recipiente que retenha calor e adicionar ervas terapêuticas. A mulher deve estar com uma saia longa rodada e sem calcinha, com um cobertor ou manta envolvendo todo o corpo, se acocorar em cima do preparado de ervas e ficar lá absorvendo o vapor que sobe através da sua vagina, na sauninha íntima, até esfriar. Dessa forma o vapor chega até o útero e promove uma limpeza.

 É claro que eu nunca havia ouvido falar sobre isso na ginecologia convencional. Aprendi sobre ela no curso de formação em ginecologia natural e nos estudos posteriores sobre tratamentos em fitoterapia. É claro também que quando pesquisei sobre a prática só encontrei médicos dizendo que ela não tinha nenhum embasamento científico, que o vapor não tinha como atingir o útero, que não fazia o menor sentido, que era maluquice harebô.

Olha gente, eu confesso que já fui assim também. Hoje em dia vejo como o puro e simples argumento “isso não tem embasamento científico” é fraco. Raso e rápido em querer encerrar debates acerca de assuntos que não conhecem, e nem querem conhecer. Acreditar unicamente no que a ciência pode provar é se colocar um cabresto, é se negar a olhar pro todo, não é muito diferente da fé cega de seguidores de certas religiões.

Vejam bem: uma coisa é a ciência já ter comprovado que tal prática não traz benefícios, outra coisa é a ciência nunca ter estudado sobre ela e por isso não ter seus benefícios “cientificamente comprovados”. É aí que  se encontra grande parte dos tratamentos naturais (embora muitos tenham sim estudos científicos). Muitos dos tratamentos tradicionais utilizados na ginecologia natural vão contra a indústria e talvezzzzz por isso não haja interesse em serem realizadas pesquisas a respeito,  mas na prática vemos muitas mulheres se beneficiarem deles há muito muito muuuuito tempo.

Então, largando de lado a galera de dentro da caixa procuro tecer aqui o raciocínio científico desenvolvido na “University Universal” da minha mente:

Mas como isso é possível?

Fisicamente é perfeitamente coerente que a vaporização tenha efeitos.

Pra começar, se estamos falando de vapor é claro que ele pode ascender da vagina até o útero. Uma vez que a mulher procura manter seu corpo dentro de cobertas que retém o vapor  e fica agachada em cima da fonte de calor promovendo  uma abertura vaginal em comunicação direta, as gotículas que evaporam e contém a substância liberada pelas ervas vão sim subir pelo canal vaginal atingindo o útero e também atingirão todo o seu corpo, tanto externamente quanto internamente.

A mucosa vaginal é extremamente fina e sensível e possui grande capacidade de absorção. Qualquer substância em contato com a mucosa rapidamente cai na corrente sanguínea. Com a ação do calor local, maior absorção ainda. O calor promove dilatação dos vasos e melhor circulação sanguínea no local, o que potencializa mais a ação das substâncias utilizadas.  A umidade sob a forma de vapor hidrata a região e melhora a saúde vaginal como um todo.

Fisicamente falando então, o efeito irá depender de quais ervas utilizadas pois cada uma tem suas propriedades medicinais.

 Mas por que chamamos isso de “limpeza uterina”?


Ainda pensando no físico, vapor é a água no estado gasoso, que irá se condensar e voltar ao estado líquido. Então aquele concentrado da  erva entra dentro da nossa piriquita em forma de gás, vira água e, claro, sai. Parece um banhozinho quente né? E banho é limpeza. Hummm delícia.

Mas gente!! Parando de teorizar tanto, só tem um jeito de saber de verdade se algo funciona: experimentando. Minha professora de ginecologia natural é bem enfática em dizer que qualquer coisa que aprendemos devemos testar e vivenciar em nós antes de ensinarmos para outras mulheres.

É claro que eu fiz em mim né. Algumas vezes. 

Com Malva, com Alecrim, com Camomila. A última que fiz com Artemísia foi uma das experiências mais fortes da minha vida. Ô ervazinha porreta das muié.

Não há como negar: certamente a grande limpeza que uma vaporização de útero promove é energética. É trazer para fora toda sujeira mesmo, tipo aquelas faxinas de arrastar os móveis para varrer atrás. É forte. É intenso.

Qualquer pessoa que lida com ervas sabe que é gritante que elas carregam energia e força vital. Sei lá até que ponto a ciência pode ou quer provar isso, não importa. Porque é algo indiscutível. Tem coisas que a gente tem que SENTIR.

Te convido a fazer uma vaporização do útero e tirar suas próprias conclusões.

Depois, se quiser, vem aqui no post contar pra gente. .

Pra aprender direitinho como fazer e que ervas usar recomendo esse texto aqui da Danza Medicina, escrito pela querida Morena Cardoso, grande estudiosa e conhecedora desses saberes:

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