Novidades

Consultas

Consultas

A consulta em Ginecologia Natural é bastante diferenciada. É comigo, Bel Saide, médica ginecologista e dura em média 1 hora, preenchida quase que totalmente por muita conversa. Procuro conhecer as pacientes para além de seus processos de desequilíbrio e ajudá-las a compreendê-los. Ficam à vontade […]

A Ginecologia Natural e a Demanda por “Tratamentos”

A Ginecologia Natural e a Demanda por “Tratamentos”

Muitas pessoas tem uma certa dificuldade e até resistência em compreender realmente o que é a Ginecologia Natural.   Eu bato muito nessa tecla e tô aqui batendo de novo: Ginecologia Natural NÃO É tratar doenças com plantinhas!!!   Ginecologia Natural não é uma especialidade médica regulamentada, não é […]

É possível viver sem Pílula?

É possível viver sem Pílula?

MAS COMO ASSIM?? CÊ JURA??? 

Sim amadas, eu juro! 

Essa é a pergunta que mais tenho visto nos comentários aqui, especialmente desde que anunciei o lançamento do meu eBook “GINECOLOGIA SEM HORMÔNIOS”.

E eu que me pergunto “como assim?”

Não que a pergunta seja absurda, mas é chocante o quanto a massificação, a desinformação proposital do meio médico e as propagandas incessantes dos laboratórios farmacêuticos infelizmente tem dado certo. =(

No início de tudo convenceram as mulheres que elas desejavam os hormônios sintéticos. Agora as fizeram acreditar que elas PRECISAM deles.
Antes era o símbolo da liberdade, agora a inevitável prisão.

Mas, vamos pensar assim: nossos corpos não são programados para funcionarem perfeitamente sozinhos?? Ou viemos todas já previamente defeituosas??

E antes das pílulas anticoncepcionais como as mulheres viviam? (os ACs só se tornaram realmente populares na década de 60, ou seja não faz muito tempo)

Algumas possíveis respostas:
– “Bem, essas mulheres tinham muito mais filhos…….. ”
E eu digo: Mas será que era pela falta da pílula ou era a cultura da época? Até então as mulheres viviam para o lar e a imagem da felicidade era um casamento e uma família numerosa não é?

E hoje em dia um dos fantasmas que assustam mulheres que se sentem prisioneiras das pílulas é a ideia de que, caso parem, correm o risco de ficarem inférteis.

Ué…. mas a mulherada pré pílula era bemmm fértil né?! Certamente as taxas de natalidade ou de filhos por mulher não tem relação com o uso ou não de anticoncepcionais e sim costumes, época, acesso à saúde e informação.

– “Essas mulheres ancestrais viviam menos anos….”
Verdade, mas a principal causa de mortes não eram distúrbios menstruais e sim infecções.

– “Será que muitas delas penaram durante a vida com endometriose e síndrome dos ovários policísticos?”
É possível, porque não se tinha conhecimento sobre essas doenças. Mas hoje que nós temos, e a medicina convencional as trata unicamente com os ACs, elas tem diminuído ou aumentado a incidência??
E as que tomam encontram a cura? Infelizmente sabemos que não….

Mulher, eu sei que você que toma anticoncepcional hormonal há anos toma porque seu médico mandou. Você não é culpada. Você é vítima do sistema. Todos somos. Até mesmo provavelmente esse médico.

A gente aprende errado desde a faculdade. O raciocínio já começa errado. Combate-se a consequência e não a causa. Trata-se a doença e não o doente.
O mundo tem pressa, precisamos fazer dinheiro pra girar a roda do capitalismo. Uma sociedade sem saúde real muito interessa aos que nos dominam. O patriarcado urge. As pílulas nos controlam e a indústria lucra com a falta de amor das mulheres por seus corpos.

A vida sem pílula não só é possível como muito melhor. 🍇

—-> Mesmo pra quem tem SOP, endometriose, miomas, cólicas fortes, TPMs surreais. SIM SIM SIM!!! ISSO ISSO ISSO!!!

E o que é preciso é antes de tudo sair da Matrix.
Olhar com outros olhos para todas as questões. E a Ginecologia Natural vem sempre, antes de tudo, oferecer um novo olhar. O olhar que vê além. Que vê mais fundo. As respostas estão dentro e toda a cura também.

São muitas as alternativas e o livro “Ginecologia sem hormônios” não é um livro de receitas naturais. Ele vem questionar o modelo vigente, debater, quebrar paradigmas, falar sobre essa nova ginecologia e mostrar as alternativas para um cuidado mais verdadeiro e eficaz com a saúde feminina.

Na sequência vou promover encontros online ao vivo para falarmos mais a fundo sobre o assunto e as opções de tratamento e de cuidados ginecológicos sem uso de hormônios sintéticos.

Essa é a quinzena especial do programa “Ginecologia sem Hormônios – é possível viver sem pílula”. Isso é realmente incrível e revolucionário!

Já tem muitas mulheres se juntando, vem também!!
Participe com a gente, conheça a Ginecologia Natural!!
Coragem!! Acredite!!
O novo sempre vem!!!

– os créditos da imagem vão para Xixi Wang (China) –

Tansagem

Tansagem

 Nome científico: Plantago major L. Também chamada de Tanchagem ou Transagem (além de Taiova, Orelha de veado, Transagem, Tanchá ou 7 nervos). Planta facinha facinha.  Fácil cultivo, não necessita de cuidados especiais, cresce em praticamente qualquer lugar, floresce o ano inteiro. Ela é dessas! É […]

A Vaporização de Útero e a Ciência

A Vaporização de Útero e a Ciência

Com todo esse movimento lindo que está rolando de resgate dos saberes e práticas ancestrais cresceu muito o interesse das mulheres pelas vaporizações do útero.  Vaporização do útero é um ritual energético e também um tratamento da ginecologia natural.  Como funciona: Consiste em ferver um […]


O Manifesto

Manifesto

Manifesto

O projeto Ginecologia Natural por Bel Saide nasceu de uma insatisfação, como toda revolução!

Desde que entrei na faculdade de medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em 1999 eu sentia um incômodo, uma sensação de inadaptação. Num ambiente universitário extremamente elitizado pré-cotas, sempre fui a diferente. Aquela que se veste diferente, que pensa diferente, a que frequenta outros lugares, a que queria mais liberdade, que queria mais de tudo. Cheguei a largar a faculdade no segundo ano pra morar no mato. Engravidei, voltei, mãe solo frequentei as salas de aula com barrigão e depois com um bebê. Pari de parto normal no Hospital Universitário com um médico residente. Esse processo juntamente com professores inspiradores me levou à escolher praticar a obstetrícia.

Nessa época não me interessava a ginecologia, era só parte do combo da especialidade. Adentrei os hospitais públicos, onde me fazia naturalmente cada vez mais heterogênea a maioria dos médicos. A que demora nas consultas, a que sabe da vida das pacientes para além de suas doenças e que falo da minha vida também, a que gosta de conversar com elas sobre outros assuntos, a que abraça, que se apega a elas. Sempre vi aquelas mulheres de uma forma mais integral, mais abrangente, intuitivamente sempre soube que suas relações com a vida tinham a ver com suas doenças.

Por 11 anos me dediquei exclusivamente ao SUS. Acompanhei milhares de partos. Por mim mesma busquei o caminho da humanização do parto. Um caminho solitário de rompimento com o que nos é ensinado tecnicamente em nossa formação. Fui querida e criticada por isso, mas era o início do meu encontro com minha vocação.

Amava trabalhar exclusivamente com mulheres e sua complexidade encantadora, mas a sensação de estranheza ia e vinha como uma espiral. Por diversas vezes pensei que não queria ser médica. Mas, não sabia o que queria no lugar. Não sei ao certo qual intuição, acaso ou destino me levou a procurar amigas naturólogas. Com elas comecei a conversar sobre ciclos femininos, tratamentos naturais, e um olhar holístico e sensível sobre o adoecimento e a saúde. É quando você encontra um lugar e relaxa confortável….

No início de 2016 conheci a Ginecologia Natural, movimento vindo da América Latina que resgata conhecimentos tradicionais das mulheres em seus cuidados íntimos, que vê com amorosidade as questões femininas e suas nuances, que convida ao profundo autoconhecimento e conexão com seus corpos, que leva à autonomia, transformação e libertação. Ao mesmo tempo que é individual, é coletivo, estimula o contato, o carinho, a troca, o apoio mútuo entre as mulheres. Nos leva à natureza, ao natural, à essência de ser mulher. É novo e é antigo, é complexo e maravilhosamente simples!

Fiz parte da primeira turma de formação em Facilitadoras em Ginecologia Natural, curso ministrado em dois módulos de quatro dias de imersão em São Paulo pela incrível professora argentina Liliana Pogliani e a inadaptação chegou ao fim….

Me encontrei, como é lindo, como é bom! Mas, todo fim de um caminho é o começo de outro. Sai com a certeza de que tenho uma missão, de que preciso levar essa nova visão às mulheres. As mulheres que tanto precisam e pedem por uma medicina mais humana, por médicos que as ouçam verdadeiramente, que respeitem suas peculiaridades, que as empoderem ao invés de lhes levar à dependências e inseguranças diversas. Optei pela internet para ter um alcance muito maior do que as paredes de meu consultório. Mas esse novo caminho, embora iluminado, certamente será difícil. Porque vamos contra uma indústria muito poderosa, conceitos arcaicos que muitos jamais abandonarão, colegas de profissão que por não compreenderem ou não concordarem talvez tentem reprimir ou ridicularizar, sociedade patriarcal e machista que não tolera o feminismo e seus desdobramentos.

É um longo caminho e esse é só o primeiro passo. Vou com coragem e alegria! Primeiro porque não há como eu voltar atrás no que me tornei. Segundo porque sei que ao meu lado estarão muitas mulheres nessa busca VERDADEIRA.

Muito obrigada pelo tanto que me ensinam. Estamos juntas!