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VITEX – O que você precisa saber sobre essa planta.

VITEX – O que você precisa saber sobre essa planta.

Esse arbusto de origem mediterrânea andou ganhando fama nos grupinhos de internet nos últimos tempos. Manas, acho massa esses grupos, estou em vários deles, tem ajudado muitas mulheres a, antes de tudo, saberem que não estão sozinhas e não são ETs. Informação é livre mesmo […]

Bruxas eram mulheres empoderadas

Bruxas eram mulheres empoderadas

Insubordinadas. Livres. Que conheciam as ervas, os mistérios da natureza, da vida, da morte. Seu corpo, seu ciclo menstrual, seu poder. Muitas não se casavam, preferiam viver na floresta com os animais e suas amigas. Ou sozinhas com suas plantas.  Recusavam os padrões da normatividade. […]

Sobre a Vacina do HPV

Sobre a Vacina do HPV

O Ministério da Saúde anunciou recentemente que está ampliando o acesso a vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) para homens e mulheres entre 15 e 26 anos nos postos de saúde do SUS. Até então essa vacina era oferecida somente para o público alvo que são meninos entre 11 e 13 anos e meninas entre 9 e 14 anos. Essa medida tem caráter temporário, uma vez que foi tomada visando evitar o desperdício de vacinas e só será mantida em municípios que tiverem estoque.

A vacina oferecida é a tetravalente, que protege contra os subtipos 6,11 (mais comuns relacionados a verrugas), 16 e 18 (mais comuns causadores de câncer) e deve ser feita em duas doses para o público alvo (que apresenta melhor resposta imunológica) e em três doses para a faixa etária acima dos 15 anos. O intervalo entre cada dose é de 6 meses.

http://portalsaude.saude.gov.br/…/29280-saude-amplia-vacina…

Muitas pessoas me perguntam se devem ou não tomar a vacina e a minha resposta é: não tenho como responder.

Pois é. Foi malz galera.

😒😓

Muitos efeitos colaterais foram relatados e rola um amplo debate a respeito de sua real necessidade, riscos e benefícios.

A verdade é que só o tempo dirá. Serão precisos anos de acompanhamento para se ter uma avaliação conclusiva dos impactos reais dessa vacinação em massa na saúde da população.

Não há um consenso nem dentro da comunidade científica e nem na sociedade em geral.

Pra quem ficou #xatiada com minha resposta fugaz eu convido à reflexão: as pessoas reclamam que médicos determinam o que devem ou não fazer com seus corpos e reclamam quando não determinam.

Meu dever é informar

Então eu vou cumpri-lo mostrando as duas faces dessa questão e te convidando a tomar sua própria decisão. Ela é unicamente sua e deve ser tomada com conhecimento.

A Sociedade Brasileira de Imunizações é amplamente a favor e nega a relação entre os sintomas relatados e o uso da vacina: https://sbim.org.br/images/…/faq_hpv_sbim_final_10092015.pdf

Já esse estudo bem interessante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul diz: “Considera-se segura a administração de uma vacina quando seus riscos são aceitáveis e seus benefícios os superam.

No caso da vacina contra o HPV, não há conhecimento sobre qualquer benefício em termos de proteção contra o câncer ou redução de mortalidade.” https://www.ufrgs.br/telessauders/noticias/vacina-hpv/Comenta sobre os possíveis efeitos adversos e cita outras evidências.

Pra quem manja de ler legendas em inglês da uma olhada nesse documentário: http://mulheres.org.br/…/as-meninas-vacinadas-documentario…/

(alias esse post é do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde que eu super indico em São Paulo)

Quem tiver mais material confiável para enriquecer o debate, é muito bem vindo. (Debate esse fundamental, mas onde não teremos opinião certa ou errada, ok?)

Lembrando que a vacinação NÃO libera as pessoas do uso da camisinha e nem as mulheres da coleta do exame Papa Nicolau de rotina!

Como a Aromaterapia pode ajudar na Menopausa

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Ao reconhecermos e amarmos nossa natureza cíclica de mulher vemos a importância e a beleza de todas as fases da vida que atravessamos. O fim de um ciclo é sempre o início de outro e ao encerrar sua fase reprodutiva a mulher adentra a fase […]

Você sofre com Dores de Cabeça na TPM?

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Dor de cabeça é uma queixa bastante comum entre as mulheres no período pré menstrual e menstrual. Existem diferentes tipos de cefaleias e também diferentes causas, incluindo hipertensão e sinais inflamatórios, porém não é preciso se preocupar ou correr para o hospital devido a uma […]


O Manifesto

Manifesto

Manifesto

O projeto Ginecologia Natural por Bel Saide nasceu de uma insatisfação, como toda revolução!

Desde que entrei na faculdade de medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em 1999 eu sentia um incômodo, uma sensação de inadaptação. Num ambiente universitário extremamente elitizado pré-cotas, sempre fui a diferente. Aquela que se veste diferente, que pensa diferente, a que frequenta outros lugares, a que queria mais liberdade, que queria mais de tudo. Cheguei a largar a faculdade no segundo ano pra morar no mato. Engravidei, voltei, mãe solo frequentei as salas de aula com barrigão e depois com um bebê. Pari de parto normal no Hospital Universitário com um médico residente. Esse processo juntamente com professores inspiradores me levou à escolher praticar a obstetrícia.

Nessa época não me interessava a ginecologia, era só parte do combo da especialidade. Adentrei os hospitais públicos, onde me fazia naturalmente cada vez mais heterogênea a maioria dos médicos. A que demora nas consultas, a que sabe da vida das pacientes para além de suas doenças e que falo da minha vida também, a que gosta de conversar com elas sobre outros assuntos, a que abraça, que se apega a elas. Sempre vi aquelas mulheres de uma forma mais integral, mais abrangente, intuitivamente sempre soube que suas relações com a vida tinham a ver com suas doenças.

Por 11 anos me dediquei exclusivamente ao SUS. Acompanhei milhares de partos. Por mim mesma busquei o caminho da humanização do parto. Um caminho solitário de rompimento com o que nos é ensinado tecnicamente em nossa formação. Fui querida e criticada por isso, mas era o início do meu encontro com minha vocação.

Amava trabalhar exclusivamente com mulheres e sua complexidade encantadora, mas a sensação de estranheza ia e vinha como uma espiral. Por diversas vezes pensei que não queria ser médica. Mas, não sabia o que queria no lugar. Não sei ao certo qual intuição, acaso ou destino me levou a procurar amigas naturólogas. Com elas comecei a conversar sobre ciclos femininos, tratamentos naturais, e um olhar holístico e sensível sobre o adoecimento e a saúde. É quando você encontra um lugar e relaxa confortável….

No início de 2016 conheci a Ginecologia Natural, movimento vindo da América Latina que resgata conhecimentos tradicionais das mulheres em seus cuidados íntimos, que vê com amorosidade as questões femininas e suas nuances, que convida ao profundo autoconhecimento e conexão com seus corpos, que leva à autonomia, transformação e libertação. Ao mesmo tempo que é individual, é coletivo, estimula o contato, o carinho, a troca, o apoio mútuo entre as mulheres. Nos leva à natureza, ao natural, à essência de ser mulher. É novo e é antigo, é complexo e maravilhosamente simples!

Fiz parte da primeira turma de formação em Facilitadoras em Ginecologia Natural, curso ministrado em dois módulos de quatro dias de imersão em São Paulo pela incrível professora argentina Liliana Pogliani e a inadaptação chegou ao fim….

Me encontrei, como é lindo, como é bom! Mas, todo fim de um caminho é o começo de outro. Sai com a certeza de que tenho uma missão, de que preciso levar essa nova visão às mulheres. As mulheres que tanto precisam e pedem por uma medicina mais humana, por médicos que as ouçam verdadeiramente, que respeitem suas peculiaridades, que as empoderem ao invés de lhes levar à dependências e inseguranças diversas. Optei pela internet para ter um alcance muito maior do que as paredes de meu consultório. Mas esse novo caminho, embora iluminado, certamente será difícil. Porque vamos contra uma indústria muito poderosa, conceitos arcaicos que muitos jamais abandonarão, colegas de profissão que por não compreenderem ou não concordarem talvez tentem reprimir ou ridicularizar, sociedade patriarcal e machista que não tolera o feminismo e seus desdobramentos.

É um longo caminho e esse é só o primeiro passo. Vou com coragem e alegria! Primeiro porque não há como eu voltar atrás no que me tornei. Segundo porque sei que ao meu lado estarão muitas mulheres nessa busca VERDADEIRA.

Muito obrigada pelo tanto que me ensinam. Estamos juntas!