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Sua TPM pode ser sua Melhor Amiga

Sua TPM pode ser sua Melhor Amiga

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Você já parou para se observar?

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Mulheres, vocês conseguem perceber quando estão próximo a ficarem menstruadas? Independente de fazerem ou não uso de anticoncepcionais. ⠀ ⠀ Notam algo diferente em vocês, em seus corpos, sua pele, seu sono, sua disposição,seu muco vaginal, seu humor, sua sensibilidade, sua intuição, sua libido…?? ⠀ […]

O Alho e a Ginecologia Natural

O Alho e a Ginecologia Natural

A planta que comumente conhecemos como alho e que quase todo mundo sempre tem na geladeira, o Allium sativum.

Tem uso medicinal desde o antigo Egito e hoje suas propriedades são oficialmente comprovadas pela ciência.

Para que serve?

Antiinflamatório, antifúngico, antibiótico, termogênico, antioxidante. Reduz a pressão arterial, o nível de glicose no sangue e o colesterol, melhora a circulação sanguínea, amplamente indicado então para diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Excelente para tratar problemas respiratórios como gripes resfriados, asmas e bronquites. Benéfico também para emagrecimento, queda de cabelo, acne, envelhecimento, doenças degenerativas e alguns tipos de câncer. O alho fortalece o sistema imune aumentando a produção de leucócitos, portanto é indicado em quaisquer formas de infecção, inclusive as ginecológicas.

Pode-se ingerir dentes de alho cru, fazer chá e tomar 2 vezes por dia ou tomar sob a forma de cápsulas encontradas facilmente em lojas de produtos naturais (indicada ingestão 2x/dia também).

Na ginecologia natural usamos e abusamos dessa abundância da natureza.

O tratamento com o alho se mostra incrível no combate à candidíase e também outras bucetites como a gardnerella (bactéria comum que causa corrimentos com cheirinho ruim)  – uma vez que ele é um combo de antibiótico, anti-inflamatório e antifúngico. As plantas tem mais essa enorme vantagem sobre os medicamentos alopáticos, elas servem pra muitas coisas em uma só <3 .

É também super indicado para tratar infecções urinárias, tem ação comprovada contra Escherichia coli, bactéria mais comum deste tipo de infecção.

O uso oral é a primeira prescrição, mas também é possível e ultra power o uso local. Introduz-se uma cápsula ou um dente de alho na vagina à noite para dormir e retira-se pela manhã. Em casos crônicos eu indico por sete dias, porém na maioria dos casos simples é suficiente bem menos que isso. Também é possível esmagar o dente de alho, misturar com água morninha e fazer banhos de assento.

Bel, mas como assim?

A medicina convencional, dentro da caixa, vai sempre resistir a essa forma de uso por motivos óbvios. Uma cabeça de alho pode ser encontrada por 1 real na feira e trata você, sua mãe, sua irmã, sua tia. A quem isso interessa? A indústria não quer perder as vendas das pomadas vaginais eca muito mais caras.

Piadinhas como ppk temperada já são portanto esperadas. Pode ser até que fique gostoso (rs), mas não precisa se preocupar, você provavelmente não vai ficar fedendo a alho e um banho também já resolve. Lembrando que quando estamos tratando infecções vaginais o ideal é passar esses dias sem transar. Como qualquer outra parte do corpo que estivesse doente, a vagina também precisa de repouso.

A maioria das mulheres não sente ardência com o uso do alho, mas já atendi algumas poucas que demonstraram sensibilidade, então indico um teste antes.

A imagem que ilustra esse post foi feito pela artista Layse Almada

Beijos transgressores

Endometriose

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É a presença de focos de endométrio fora da cavidade uterina. Endométrio é o nome dado à camada de células que reveste o útero internamente, em sua cavidade. O certo é só existir endométrio ali dentro. Quando se apresenta fora do útero constitui a doença […]

Compreender com sensibilidade nossa TPM

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Os inúmeros sintomas que uma mulher pode ter tanto na fase pré menstrual quanto na ovulação se apresentam de várias formas e parecem ter nada ou quase nada em comum uns com os outros. ⠀ ⠀ Mudanças súbitas de humor (passando por: carência absurda, mal […]


O Manifesto

Manifesto

Manifesto

O projeto Ginecologia Natural por Bel Saide nasceu de uma insatisfação, como toda revolução!

Desde que entrei na faculdade de medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em 1999 eu sentia um incômodo, uma sensação de inadaptação. Num ambiente universitário extremamente elitizado pré-cotas, sempre fui a diferente. Aquela que se veste diferente, que pensa diferente, a que frequenta outros lugares, a que queria mais liberdade, que queria mais de tudo. Cheguei a largar a faculdade no segundo ano pra morar no mato. Engravidei, voltei, mãe solo frequentei as salas de aula com barrigão e depois com um bebê. Pari de parto normal no Hospital Universitário com um médico residente. Esse processo juntamente com professores inspiradores me levou à escolher praticar a obstetrícia.

Nessa época não me interessava a ginecologia, era só parte do combo da especialidade. Adentrei os hospitais públicos, onde me fazia naturalmente cada vez mais heterogênea a maioria dos médicos. A que demora nas consultas, a que sabe da vida das pacientes para além de suas doenças e que falo da minha vida também, a que gosta de conversar com elas sobre outros assuntos, a que abraça, que se apega a elas. Sempre vi aquelas mulheres de uma forma mais integral, mais abrangente, intuitivamente sempre soube que suas relações com a vida tinham a ver com suas doenças.

Por 11 anos me dediquei exclusivamente ao SUS. Acompanhei milhares de partos. Por mim mesma busquei o caminho da humanização do parto. Um caminho solitário de rompimento com o que nos é ensinado tecnicamente em nossa formação. Fui querida e criticada por isso, mas era o início do meu encontro com minha vocação.

Amava trabalhar exclusivamente com mulheres e sua complexidade encantadora, mas a sensação de estranheza ia e vinha como uma espiral. Por diversas vezes pensei que não queria ser médica. Mas, não sabia o que queria no lugar. Não sei ao certo qual intuição, acaso ou destino me levou a procurar amigas naturólogas. Com elas comecei a conversar sobre ciclos femininos, tratamentos naturais, e um olhar holístico e sensível sobre o adoecimento e a saúde. É quando você encontra um lugar e relaxa confortável….

No início de 2016 conheci a Ginecologia Natural, movimento vindo da América Latina que resgata conhecimentos tradicionais das mulheres em seus cuidados íntimos, que vê com amorosidade as questões femininas e suas nuances, que convida ao profundo autoconhecimento e conexão com seus corpos, que leva à autonomia, transformação e libertação. Ao mesmo tempo que é individual, é coletivo, estimula o contato, o carinho, a troca, o apoio mútuo entre as mulheres. Nos leva à natureza, ao natural, à essência de ser mulher. É novo e é antigo, é complexo e maravilhosamente simples!

Fiz parte da primeira turma de formação em Facilitadoras em Ginecologia Natural, curso ministrado em dois módulos de quatro dias de imersão em São Paulo pela incrível professora argentina Liliana Pogliani e a inadaptação chegou ao fim….

Me encontrei, como é lindo, como é bom! Mas, todo fim de um caminho é o começo de outro. Sai com a certeza de que tenho uma missão, de que preciso levar essa nova visão às mulheres. As mulheres que tanto precisam e pedem por uma medicina mais humana, por médicos que as ouçam verdadeiramente, que respeitem suas peculiaridades, que as empoderem ao invés de lhes levar à dependências e inseguranças diversas. Optei pela internet para ter um alcance muito maior do que as paredes de meu consultório. Mas esse novo caminho, embora iluminado, certamente será difícil. Porque vamos contra uma indústria muito poderosa, conceitos arcaicos que muitos jamais abandonarão, colegas de profissão que por não compreenderem ou não concordarem talvez tentem reprimir ou ridicularizar, sociedade patriarcal e machista que não tolera o feminismo e seus desdobramentos.

É um longo caminho e esse é só o primeiro passo. Vou com coragem e alegria! Primeiro porque não há como eu voltar atrás no que me tornei. Segundo porque sei que ao meu lado estarão muitas mulheres nessa busca VERDADEIRA.

Muito obrigada pelo tanto que me ensinam. Estamos juntas!