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Protagonismo, você sabe o que isso significa?

Protagonismo, você sabe o que isso significa?

O protagonista é o personagem principal de uma trama. Em torno dele gira toda a história. Uma consulta médica é aonde vamos normalmente quando nossa historia não esta correndo como o planejado e desejamos acertar o roteiro para atingir o final feliz, já que todos […]

Como é Melhor Lavar a PPK?

Como é Melhor Lavar a PPK?

Como é melhor lavar a ppk/xereca/vagina/vulva/xoxota/piriquita/buceta/xana(complete com seu nome favorito)?? 💪😍 Não tenho uma recomendação única para essa questão. Considero algo pessoal. Algumas mulheres lavam com o mesmo sabão que lavam o resto do corpo e não dá nada. Muitas tem a mucosa mais sensível […]

Sentir Cólicas não é Normal!

Sentir Cólicas não é Normal!

Atendo muitas pacientes no consultório que já estão acostumadas a todo mês conviverem com dores um ou dois dias e acham que “é assim mesmo”.

Não é. Menstruar não é sinônimo de incômodo ou sofrimento.

Uma colicazinha bem leve e passageira, umas pontadinhas quando a menstruação está chegando, daquelas que te lembram que você tem útero e ovários, ok. Mas o normal é menstruar sem dor, sem mal estar de nenhum tipo.

Isso não significa necessariamente que se você sente cólicas então tem alguma doença. Várias coisas podem estar sendo causadoras como por exemplo a alimentação inflamatória de que sempre falo com excesso de glúten, lacticíneos, açúcar, industrializados. A falta de exercícios físicos, falta de boas noites de sono, rotina de trabalho estressante, pequenas grandes coisas que precisam ser reequilibradas. As cólicas também podem vir diferentes a cada mês, refletindo como foi seu ciclo. Questões emocionais e sutis costumam estar envolvidas, desde fases complicadas momentâneas ate uma relação difícil com seu feminino desde a adolescência.

A grande maioria das cólicas menstruais se resolve com: calor e repouso!

😊😯💗

O útero é uma musculatura lisa que dói devido a contrações, com o aquecimento ele relaxa.

Chás quentinhos, por exemplo de Camomila, Canela e Cravo ou gengibre.  Uma sopinha gostosa feita com carinho, meias nos pés, cobertorzinho, um livro, um filme, música, uma boa conversa (de preferencia livro, filme, música ou conversa tranquilos né, rs) são sem dúvidas um santo remédio.

E claro a boa e velha compressa quente local. Você pode fazer uma compressa com ervas ou passar óleo de copaíba com umas gotinhas de óleo essencial de lavanda no ventre e botar a bolsa de água quente por cima.

“Ah mas não dá pra parar toda a vida pra fazer isso, Bel!!”

Talvez esteja exatamente ai o problema. A dor é seu corpo pedindo pausa, pedindo descanso, pedindo cuidado. Se cuidar não é fazer exame e tomar remédio. Se cuidar é muitas vezes apenas ouvir seu corpo e se dar amor 💗💕💖

Ilustração linda pela artista Priscila Barbosa – https://www.instagram.com/priii_barbosa/

Sua TPM pode ser sua Melhor Amiga

Sua TPM pode ser sua Melhor Amiga

Mulheres que interrompem o uso da pílula após vários anos de tomada contínua muitas vezes se queixam de TPMs muito intensas e se assuntam com tanta intensidade de sentimentos e sensações.  Algumas dizem não se reconhecerem. Mas tenha certeza: essa é você. Um ser de […]

Você já parou para se observar?

Você já parou para se observar?

Mulheres, vocês conseguem perceber quando estão próximo a ficarem menstruadas? Independente de fazerem ou não uso de anticoncepcionais. ⠀ ⠀ Notam algo diferente em vocês, em seus corpos, sua pele, seu sono, sua disposição,seu muco vaginal, seu humor, sua sensibilidade, sua intuição, sua libido…?? ⠀ […]


O Manifesto

Manifesto

Manifesto

O projeto Ginecologia Natural por Bel Saide nasceu de uma insatisfação, como toda revolução!

Desde que entrei na faculdade de medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em 1999 eu sentia um incômodo, uma sensação de inadaptação. Num ambiente universitário extremamente elitizado pré-cotas, sempre fui a diferente. Aquela que se veste diferente, que pensa diferente, a que frequenta outros lugares, a que queria mais liberdade, que queria mais de tudo. Cheguei a largar a faculdade no segundo ano pra morar no mato. Engravidei, voltei, mãe solo frequentei as salas de aula com barrigão e depois com um bebê. Pari de parto normal no Hospital Universitário com um médico residente. Esse processo juntamente com professores inspiradores me levou à escolher praticar a obstetrícia.

Nessa época não me interessava a ginecologia, era só parte do combo da especialidade. Adentrei os hospitais públicos, onde me fazia naturalmente cada vez mais heterogênea a maioria dos médicos. A que demora nas consultas, a que sabe da vida das pacientes para além de suas doenças e que falo da minha vida também, a que gosta de conversar com elas sobre outros assuntos, a que abraça, que se apega a elas. Sempre vi aquelas mulheres de uma forma mais integral, mais abrangente, intuitivamente sempre soube que suas relações com a vida tinham a ver com suas doenças.

Por 11 anos me dediquei exclusivamente ao SUS. Acompanhei milhares de partos. Por mim mesma busquei o caminho da humanização do parto. Um caminho solitário de rompimento com o que nos é ensinado tecnicamente em nossa formação. Fui querida e criticada por isso, mas era o início do meu encontro com minha vocação.

Amava trabalhar exclusivamente com mulheres e sua complexidade encantadora, mas a sensação de estranheza ia e vinha como uma espiral. Por diversas vezes pensei que não queria ser médica. Mas, não sabia o que queria no lugar. Não sei ao certo qual intuição, acaso ou destino me levou a procurar amigas naturólogas. Com elas comecei a conversar sobre ciclos femininos, tratamentos naturais, e um olhar holístico e sensível sobre o adoecimento e a saúde. É quando você encontra um lugar e relaxa confortável….

No início de 2016 conheci a Ginecologia Natural, movimento vindo da América Latina que resgata conhecimentos tradicionais das mulheres em seus cuidados íntimos, que vê com amorosidade as questões femininas e suas nuances, que convida ao profundo autoconhecimento e conexão com seus corpos, que leva à autonomia, transformação e libertação. Ao mesmo tempo que é individual, é coletivo, estimula o contato, o carinho, a troca, o apoio mútuo entre as mulheres. Nos leva à natureza, ao natural, à essência de ser mulher. É novo e é antigo, é complexo e maravilhosamente simples!

Fiz parte da primeira turma de formação em Facilitadoras em Ginecologia Natural, curso ministrado em dois módulos de quatro dias de imersão em São Paulo pela incrível professora argentina Liliana Pogliani e a inadaptação chegou ao fim….

Me encontrei, como é lindo, como é bom! Mas, todo fim de um caminho é o começo de outro. Sai com a certeza de que tenho uma missão, de que preciso levar essa nova visão às mulheres. As mulheres que tanto precisam e pedem por uma medicina mais humana, por médicos que as ouçam verdadeiramente, que respeitem suas peculiaridades, que as empoderem ao invés de lhes levar à dependências e inseguranças diversas. Optei pela internet para ter um alcance muito maior do que as paredes de meu consultório. Mas esse novo caminho, embora iluminado, certamente será difícil. Porque vamos contra uma indústria muito poderosa, conceitos arcaicos que muitos jamais abandonarão, colegas de profissão que por não compreenderem ou não concordarem talvez tentem reprimir ou ridicularizar, sociedade patriarcal e machista que não tolera o feminismo e seus desdobramentos.

É um longo caminho e esse é só o primeiro passo. Vou com coragem e alegria! Primeiro porque não há como eu voltar atrás no que me tornei. Segundo porque sei que ao meu lado estarão muitas mulheres nessa busca VERDADEIRA.

Muito obrigada pelo tanto que me ensinam. Estamos juntas!