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Coisas que o Sistema não quer que você saiba:

Coisas que o Sistema não quer que você saiba:

• A maioria das doenças mais comuns que se apresentam são causadas por alimentação inadequada e stress e podem, portanto, serem curadas apenas com uma alimentação saudável e mudanças no estilo de vida. • Alimentação saudável é a mais natural possível. Simples assim. Alimentos ultraprocessados […]

Saúde é a ausência de doença? Saúde é o oposto de doença?  Saúde tem algo a ver com doença?

Saúde é a ausência de doença? Saúde é o oposto de doença? Saúde tem algo a ver com doença?

Quando as pessoas procuram atendimento médico ou de outros profissionais da área, elas estão procurando saúde ou doenças? Não, as pessoas não desejam doenças. A expectativa de vida cresce a cada dia e queremos viver muito e queremos viver bem. Mas existe uma indústria que […]

Protagonismo, você sabe o que isso significa?

Protagonismo, você sabe o que isso significa?

O protagonista é o personagem principal de uma trama. Em torno dele gira toda a história.

Uma consulta médica é aonde vamos normalmente quando nossa historia não esta correndo como o planejado e desejamos acertar o roteiro para atingir o final feliz, já que todos nós somos os protagonistas das nossas vidas.

Bem, deveríamos ser. 

As mulheres por séculos não passavam de coadjuvantes em sua própria casa. Orbitando em torno de seus maridos, esses sim importantes e com vidas interessantes, mulheres por detrás da coxia os serviam sem opinar e cuidavam de sua casa e seus herdeiros para que tudo saísse impecável. Não mandavam em seus destinos e nem mesmo em seus corpos, naturalmente violados.

Colocar-se a frente do próprio enredo é novidade para as mulheres.

Muitas chegam a se sentir perdidas ainda com isso. São séculos de aceitação sem questionamento impressos no nosso DNA. 💪😘

Já a forma como acontecem a maioria dos atendimentos médicos (e nesse caso  também os atendimentos a homens) não deixa de ser um reflexo da sociedade patriarcal e dividida em castas onde o poder e os saberes  são demasiados exclusivistas e ultra concentrados.

👨‍⚕️A consulta ginecológica  (especialmente a “rotina anual”) que poderia ser excelente espaço de encontro com o lugar de relação e conhecimento íntimo do próprio corpo, se apresenta nos moldes atuais ao meu ver como mais uma grande ferramenta de dominação das mulheres, e controle sobre seus corpos e sua sexualidade.

Eu costumo citar quatro pilares básicos da Ginecologia Natural:

  • Autonomia,
  • Empoderamento,
  • Auto conhecimento,
  • e Protagonismo.

Todos eles desejam levar ao mesmo objetivo: que a mulher se apodere de seu próprio corpo, reconheça seu instrumento de relação com o mundo, aquele que na prática é o que permite a ela interagir com o meio e modificá-lo. Essa relação e percepção profunda com o corpo enquanto máquina, enquanto energia vital e enquanto picadeiro é estopim para o salto quântico. Reconhecer-se a única dona do palco da festa da sua vida é empoderamento dos mais reais. 💫

Médicos detém conhecimento acerca de anatomia, fisiologia, doenças, exames. Você através do autoconhecimento deve se tornar a especialista em si mesma. A medicina aplicada em sua vida deve permitir através de informação e debate consciente que se chegue ao que você busca para si.

😄👆❤️Protagonismo não é negar a ciência ou recusar acompanhamento profissional. É tomar decisões em conjunto numa relação horizontal e com responsabilidade compartilhada.

É perguntar, questionar, pesquisar, debater, é poder falar que tipo de tratamento prefere e qual deseja recusar e quais as possíveis consequências disso. É pensar junto quando é o momento ideal de retornar, de repetir o exame, qual conduta se sente melhor e qual resultado deseja. É saber exatamente o que está se passando, se olhar, reconhecer para além dos resultados laboratoriais (que nada mais são que complementos) quando algo está errado, ou não.

Faço isso diariamente com minhas pacientes.

Um belo exemplo de protagonismo é a mulher poder escolher em qual posição quer parir. Coisa básica né gente, mas o movimento da humanização do parto lutou e luta muito para que a cena do parto gire em torno da mulher e não do médico. A posição do frango assado (chamada de litotomia – mulher deitada de costas com as pernas abertas, distante do chão) escolhida por uma minoria das parturientes, é confortável pra quem mesmo?

A ginecologia natural é movimento semelhante, tipo primo-irmão sabe?! Que vem colocar a mulher no centro.  E o patriarcado pira, claro. 💁‍♀️🤦‍♂️Que diacho é isso de mulher no centro, querendo tomar suas decisões, dar pitaco no que é melhor pra si….. Perigoso issaê, daqui a pouco mulheres jovens, saudáveis e sem queixas podem perceber que não precisam tanto assim de médicos, achar que podem se cuidar até sozinhas. Imagina só: protagonismo gera LIBERDADE.

•••⠀

👉 Estamos preparando um curso online chamado “Ervas e Práticas na Ginecologia Natural”, nele vamos falar sobre esse e outros assuntos quentíssimos.

Registre seu interesse por aqui: http://www.ginecologianatural.com.br/curso-online-ervas-pr…/

✒ Ilustração Jhon Bermond – Arte da Terra 😀

#paixaoporervas #ginecologianatural #protagonismo #empoderamento #autonomia

Como é Melhor Lavar a PPK?

Como é Melhor Lavar a PPK?

Como é melhor lavar a ppk/xereca/vagina/vulva/xoxota/piriquita/buceta/xana(complete com seu nome favorito)?? 💪😍 Não tenho uma recomendação única para essa questão. Considero algo pessoal. Algumas mulheres lavam com o mesmo sabão que lavam o resto do corpo e não dá nada. Muitas tem a mucosa mais sensível […]

Sentir Cólicas não é Normal!

Sentir Cólicas não é Normal!

Atendo muitas pacientes no consultório que já estão acostumadas a todo mês conviverem com dores um ou dois dias e acham que “é assim mesmo”. Não é. Menstruar não é sinônimo de incômodo ou sofrimento. Uma colicazinha bem leve e passageira, umas pontadinhas quando a menstruação […]


O Manifesto

Manifesto

Manifesto

O projeto Ginecologia Natural por Bel Saide nasceu de uma insatisfação, como toda revolução!

Desde que entrei na faculdade de medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro em 1999 eu sentia um incômodo, uma sensação de inadaptação. Num ambiente universitário extremamente elitizado pré-cotas, sempre fui a diferente. Aquela que se veste diferente, que pensa diferente, a que frequenta outros lugares, a que queria mais liberdade, que queria mais de tudo. Cheguei a largar a faculdade no segundo ano pra morar no mato. Engravidei, voltei, mãe solo frequentei as salas de aula com barrigão e depois com um bebê. Pari de parto normal no Hospital Universitário com um médico residente. Esse processo juntamente com professores inspiradores me levou à escolher praticar a obstetrícia.

Nessa época não me interessava a ginecologia, era só parte do combo da especialidade. Adentrei os hospitais públicos, onde me fazia naturalmente cada vez mais heterogênea a maioria dos médicos. A que demora nas consultas, a que sabe da vida das pacientes para além de suas doenças e que falo da minha vida também, a que gosta de conversar com elas sobre outros assuntos, a que abraça, que se apega a elas. Sempre vi aquelas mulheres de uma forma mais integral, mais abrangente, intuitivamente sempre soube que suas relações com a vida tinham a ver com suas doenças.

Por 11 anos me dediquei exclusivamente ao SUS. Acompanhei milhares de partos. Por mim mesma busquei o caminho da humanização do parto. Um caminho solitário de rompimento com o que nos é ensinado tecnicamente em nossa formação. Fui querida e criticada por isso, mas era o início do meu encontro com minha vocação.

Amava trabalhar exclusivamente com mulheres e sua complexidade encantadora, mas a sensação de estranheza ia e vinha como uma espiral. Por diversas vezes pensei que não queria ser médica. Mas, não sabia o que queria no lugar. Não sei ao certo qual intuição, acaso ou destino me levou a procurar amigas naturólogas. Com elas comecei a conversar sobre ciclos femininos, tratamentos naturais, e um olhar holístico e sensível sobre o adoecimento e a saúde. É quando você encontra um lugar e relaxa confortável….

No início de 2016 conheci a Ginecologia Natural, movimento vindo da América Latina que resgata conhecimentos tradicionais das mulheres em seus cuidados íntimos, que vê com amorosidade as questões femininas e suas nuances, que convida ao profundo autoconhecimento e conexão com seus corpos, que leva à autonomia, transformação e libertação. Ao mesmo tempo que é individual, é coletivo, estimula o contato, o carinho, a troca, o apoio mútuo entre as mulheres. Nos leva à natureza, ao natural, à essência de ser mulher. É novo e é antigo, é complexo e maravilhosamente simples!

Fiz parte da primeira turma de formação em Facilitadoras em Ginecologia Natural, curso ministrado em dois módulos de quatro dias de imersão em São Paulo pela incrível professora argentina Liliana Pogliani e a inadaptação chegou ao fim….

Me encontrei, como é lindo, como é bom! Mas, todo fim de um caminho é o começo de outro. Sai com a certeza de que tenho uma missão, de que preciso levar essa nova visão às mulheres. As mulheres que tanto precisam e pedem por uma medicina mais humana, por médicos que as ouçam verdadeiramente, que respeitem suas peculiaridades, que as empoderem ao invés de lhes levar à dependências e inseguranças diversas. Optei pela internet para ter um alcance muito maior do que as paredes de meu consultório. Mas esse novo caminho, embora iluminado, certamente será difícil. Porque vamos contra uma indústria muito poderosa, conceitos arcaicos que muitos jamais abandonarão, colegas de profissão que por não compreenderem ou não concordarem talvez tentem reprimir ou ridicularizar, sociedade patriarcal e machista que não tolera o feminismo e seus desdobramentos.

É um longo caminho e esse é só o primeiro passo. Vou com coragem e alegria! Primeiro porque não há como eu voltar atrás no que me tornei. Segundo porque sei que ao meu lado estarão muitas mulheres nessa busca VERDADEIRA.

Muito obrigada pelo tanto que me ensinam. Estamos juntas!